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Saiba como usar CRIs e CRAs na sua estratégia de investimento – Money Times

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Entenda direitinho o que são cada um desses títulos de renda fixa e quais são suas diferenças e, sobretudo, como ganhar dinheiro com CRIs e CRAs (Imagem: Shutterstock)

As possibilidades de investimentos em renda fixa são muitas e, como aconselham os especialistas, quanto mais diversificada for a carteira do investidor, melhor. Nesse sentido, os CRIs e CRAs podem ser interessantes para quem deseja surfar a alta da taxa Selic.

Mas, antes de mais nada, vamos entender direitinho o que é cada um desses títulos de renda fixa e quais são suas diferenças. Sobretudo, você vai entender como ganhar dinheiro com eles.

Os CRIs são os Certificados de Recebíveis Imobiliário. Por outro lado, as CRAs são os Certificados de Recebíveis do Agronegócio. Os dois são títulos de renda fixa que funcionam de forma similar.

A única diferença entre eles é o destino dos recursos, já que nos CRIs o dinheiro vai para o setor imobiliário e nos CRAs os recursos são para o setor do agronegócio.

Os CRIs e CRAs funcionam como empréstimos do investidor em troca de uma taxa de juros. A grande vantagem desse tipo de título é a isenção de imposto de renda.

Em outras palavras, diferente de outros ativos, onde você deve pagar imposto em cima do rendimento, nos CRIs e CRAs você não precisa pagar impostos. Isso faz com que o rendimento com a aplicação seja mais alto.

Mais dinheiro no bolso

CRIs e CRAs costumam oferecer uma boa taxa de retorno. Afinal, são títulos mais arriscados do que alguns outros papéis de renda fixa.

Isso ocorre pois eles não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que devolve até R$ 250 mil por CPF e instituição, em caso de calote.

Enfim, os CRIs e CRAs são caracterizados como:

  • Títulos de renda fixa;
  • Rendimento atrativo;
  • Isenção de imposto de renda;
  • Sem proteção do FGC.

Riscos dos CRIs e CRAs

Quem já acompanha o mercado de renda fixa já deve saber que os CRIs e CRAs não têm a proteção do FGC. Isso significa que eles são mais arriscados do que outros títulos de renda fixa, tais como Tesouro Direto, CDBs, LCA e LCI.

No entanto, no mercado existe uma relação entre risco e retorno. Em outras palavras, para valer a pena o risco de um título, ele tende a oferecer um retorno maior.

É por isso que os CRIs e CRAs podem oferecer um retorno mais alto do que outros títulos de renda fixa.

Como os CRIs e CRAs não têm a proteção do FGC, você precisa fazer uma boa avaliação do risco para diminuir os riscos. Alguns aspectos que você pode levar em conta ao analisar a empresa emissora dos títulos são:

  • Tamanho da empresa;
  • Endividamento;
  • Liquidez;
  • Capital aberto ou fechado;
  • Rentabilidade da empresa;
  • Garantias oferecidas pela empresa.

Vale destacar que os títulos de empresas abertas na bolsa costumam ter menos risco. Isso porque, você tem acesso a uma maior quantidade de dados, avaliações e fundamentos.

Enfim, verifique os diversos aspectos da empresa e dos títulos emitidos por ela, e verifique se o risco do título condiz com o seu perfil de investidor. Evite investir em títulos cujo risco não esteja condizente com o seu perfil.

Vantagens e desvantagens

Assim como os demais ativos disponíveis no mercado, os CRIs e CRAs possuem vantagens e desvantagens. Primeiramente, as vantagens são:

  • Isenção de imposto de renda;
  • Retorno atraente;
  • É um título de renda fixa, logo, tem um risco mais baixo do que a renda variável.

Em contrapartida, as desvantagens são:

  • Não conta com a proteção do FGC;
  • Risco de calote.

Como escolher?

Ao escolher os títulos de CRIs e CRAs, você deve ter em mente que os títulos oferecidos pelas plataformas são diferentes entre si. Ou seja, você não vai encontrar os mesmos títulos em todas as corretoras.

Saber disso é essencial para que você possa escolher o melhor título possível. Sendo assim, você pode ter conta em mais de uma corretora e aplicar por meio daquela que oferecer as melhores condições.

Além disso, o melhor horário para investir em títulos de renda fixa é pela manhã. Isso porque as corretoras adquirem os títulos e eles vão se esgotando no decorrer do dia.

Ao escolher entre os títulos disponíveis na sua conta na corretora, não deixe de levar em conta a solidez da instituição emissora. Afinal de contas, os CRIs e CRAs não têm proteção do FGC.

(Com Investidor Sardinha)

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