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Rede pública de saúde acompanha quem tentou suicídio do 1º atendimento à ‘alta’; saiba como procurar ajuda · Jornal Midiamax

Jornal Midiamax

O suicídio é uma questão de saúde pública e a estrutura municipal de Campo Grande realiza desde o 1º atendimento até o acompanhamento para garantir que o paciente esteja ‘fora de perigo’.

A questão é tratada com seriedade pela rede pública e todos os médicos que atendem na rede de urgência/emergência e em UBS (Unidade Básica de Saúde) são treinados para atender pessoas que tentaram se matar ou estão com pensamentos suicidas. Essa é somente uma das portas de entrada desses pacientes na rede municipal.

Outra possibilidade é o atendimento direto nos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que tem atendimento aberto ao público, não sendo necessário agendar horário.

Conforme o diretor técnico do ambulatório de psiquiatria do CEM (Centro de Especialidades Médicas), Eduardo Gomes de Araújo, um paciente que pensou em se matar ou tentou, ao passar por atendimento na rede municipal, é classificado no sistema como risco potencial de comportamento suicida. “O serviço de regulação de fluxo da psiquiatria é acionado e, esses pacientes, são avaliados no mesmo dia”, explica.

O diretor explica que, a partir disso, esse paciente é classificado se pode receber alta, se precisa ir a um ambulatório ou se necessita de internação. “Ele vai ter todo o suporte multidisciplinar. Temos assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e psiquiatras”, explica Araújo.

Risco de nova tentativa

Os dados mostram que a pessoa que tentou suicídio tem mais de 60% de chance de pensar em suicídio nos próximos 20 dias. Então, para evitar que o paciente recorra na  tentativa de tirar a própria vida, a rede municipal de saúde realiza o acompanhamento até receber a ‘alta definitiva’.

“Quando esse paciente passou pela UPA, eles [serviço ambulatorial de prevenção a suicídios] são informados e entram em contato para  acompanhar semanalmente, depois a cada 15 dias e mensalmente até receber alta”, explica o psiquiatra.

Pandemia agravou situação

Justamente no momento em que a saúde mental entrou em destaque, na pandemia da covid, os atendimentos na rede municipal precisaram passar por ajustes e, consequentemente, diminuir a prestação de serviço.

Mesmo sendo considerado serviço essencial, medidas como distanciamento e até suspensão por suspeita de contaminação de covid atrapalharam a atuação dos profissionais.

“Quem atendia 12 pacientes, teve que diminuir para 8, 9. No Caps Afrodite [na Vila Planalto], que ficou com surto de coronavírus, o atendimento teve que ser interrompido para o público externo por 2 semanas”, lembrou.

O que os especialistas perceberam é que houve aumento, principalmente, de sintomas ansiosos. “É de se esperar, por causa da insegurança social, vulnerabilidade e das muitas perdas, sejam familiares, financeiras e até de autonomia, como no caso de idosos. Percebemos muitos [pacientes] com sintomas ansiosos e aumentaram os sintomas depressivos”, explicou Araújo.

Como identificar tendência suicida e como ajudar

O psiquiatra detalha como você pode ajudar quem faz parte da sua rede familiar ou de amigos que possa estar pensando em suicídio.

  • Jamais minimizar a dor do próximo, dizendo que “é frescura” ou “para de drama”.
  • Não estigmatizar: é necessário ouvir a pessoa, acolhê-la, ouvi-la.
  • Levar a um serviço de emergência (dependendo do caso) ou diretamente a um Caps (veja a lista das unidades).

“Fazendo isso, nosso serviço de saúde municipal estará dando suporte a esse paciente e família”, conclui Eduardo.

Unidades de atendimento à saúde mental:

  • CAPS AD IV “Fátima M. Medeiros” – Rua Theotonio Rosa Pires, 19, Jardim São Bento, Campo Grande – (67) 2020-1904
  • CAPS III Aero Rancho – Rachel de Queiroz, S/N, Aero Rancho, Campo Grande – (67) 3314-6415
  • CAPS II Afrodite Dóris Contis – Rua 7 de Setembro, 1.979, esquina com Rua Bahia, Jardim dos Estados – (67) 2020-1897 / (67) 2020-1898
  • CAPS III Vila Margarida – Avenida Manoel da Costa Lima, 3272, Bairro Guanandi – (67) 3314-3144 / (67) 2020-1895
  • CAPS IJ II – Avenida Manoel da Costa Lima, 3272, Guanandi – (67) 2020-2086
  • CAPS III Vila Almeida – Rua Marechal Hermes, 854, Vila Almeida – (67) 2020-1715
  • Unidade de acolhimento Adulto – Rua Joaquim Murtinho, 1.786, Vila dos Vendas – (67)2020-9930
  • Ambulatório de Saúde Mental – Travessa Guia Lopes, 71, Bairro São Francisco – 06h às 22h

Os atendimentos de urgência e emergência podem ser encontrados:

  • UPA Coronel Antonino – Rua Dr. Meireles, S/n – Cel. Antonino – (67) 2020-1851
  • UPA Universitário – Guaicurus, 3757 – (67) 2020-1834
  • UPA Vila Almeida – Rua Ministro José Linhares, esquina com Yokohama – (67) 2020-1859
  • UPA Santa Mônica – Rua Lúcia Helena Coelho Maymone, 174 – (67) 2020-1867
  • UPA Leblon – Rua Benjamin Adese – S/N – (67) 2020-1862
  • CRS Nova Bahia – Avenida Nosso, Av. Sr. do Bonfim, 44 – Nova Bahia – (67) 3314-8297
  • CRS Aero Rancho – Rachel de Queiroz, S/N – Aero Rancho – (67) 2020-1874
  • CRS Tiradentes – José Nogueira Vieira, 253 – Jardim São Lourenço – (67) 2020-1875
  • CRS Coophavila – da Península, S/N – Coophavila II – (67) 2020-1880

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