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Melhore no Natal! Veja como usar as festas para o seu autodesenvolvimento – Blog da Bru Fioreti

Bru Fioreti

Já pensou que o encontro de familia é uma chance de observar de onde vêm seus padrões de comportamento e investigar talentos adormecidos? Experimente esse olhar, é no mínimo curioso (Foto: Pexels)

Calma que ninguém aqui está sugerindo que você trabalhe em plena reunião familiar!

É só que essas ocasiões em que estamos mais relaxadas (bem, algumas vezes estamos) e em meio a gente que nos conhece desde os primórdios são preciosas sob a ótica do autoconhecimento e do autodesenvolvimento. 

Pensa aqui comigo: você está no ambiente que cresceu ou pelo menos com algumas das pessoas que fizeram parte da sua história, e o que está ali pode dizer muito sobre você. Não determina quem você vai ser daqui para frente, mas dá pistas sobre o que te trouxe até aqui, de gostos a comportamento, de traços de personalidade que desenvolveu a padrões que muitas vezes detesta, mas tem dificuldade para quebrar.

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E tem as coisas boas também. Os talentos que esse pessoal todo reconhece em você, as boas histórias que te tornaram essa pessoa (cheia de qualidades, tenho certeza) que você é.

Dito isso, essa coluna natalina vem para te ajudar a colocar no radar alguns pontos para observar durante a convivência familiar mais intensa.

O primeiro passo é aceitar essa premissa e se colocar na posição de observador.

Por que seu pai age daquela forma quando está cansado? O que da sua mãe acaba de reconhecer em si mesma? E não é que seu filho leva jeito para as mesmas coisas que você? Que rituais são típicos da sua família e como ajudaram a te moldar?

Pegue sua tapinha de champanhe para elocubrar com o parente mais próximo, ou simplesmente observe na sua, entre uma delícia da ceia e outra.

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E use depois. Use isso para se desenvolver, porque crescimento pessoal não tira férias.

Ouvir sobre a minha infância

Recentemente fiz uma coluna toda falando sobre como investigar o que fazemos bem naturalmente e depois lapidar esse talento é um caminho mais eficiente para a masterização, para se tornar excelente em algo e ter mais felicidade na carreira. Um dos tópicos essenciais para desnudar a vocação, aquela propensão para determinadas áreas, era investigar a infância.  

Caso seja difícil para você se lembrar desses traços, ou não consiga considerar que fazia nada tão bem, recorra àquele famíliar que adorar rememorar. Pergunte sobre como você passava a maior parte do tempo, que elogios recebia, quais críticas… Colha o máximo de informações sobre a pequena você, sem julgamento, e depois anote.

Em um momento oportuno, procure entender o que tem de vocação naquilo que apurou, quais eram as facilidades que tinha e que ainda fazem seu olho brilhar, que oportunidades podem vir se você voltar a flertar com esse talento.

O que eles fazem e eu também

Isso é um misto de auto-observação com observação. Em vez de discutir quando algo irritar ou simplesmente se fechar, observe atentamente os comportamentos que se apresentam. Ver os outros da família fazendo o que não gostamos muitas vezes dá um clique para o fato de fazermos igual. Já te aconteceu?

Os padrões que reproduz no seu trabalho ou em outros relacionamentos podem estar ali, debaixo do seu nariz, gritando para serem reconhecidos. E, claro, a partir da observação, a ideia é que você trace um plano para se melhorar como pessoa e lapidar o que for preciso.

Esse exercício todo não é para ir lá e colocar o dedo na cara de ninguém — deixe a festa acontecer harmoniosamente e use o que puder para você mesma.

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As soft skills que posso desenvolver

Por fim, não custa lembrar, as festas de família são o que há de mais fértil p0ara treinar as habilidades mais valorizadas por recrutadores de RH hoje. Estou falando das soft skills, as habilidades não técnicas, que são as que destacam um profissional já tecnicamente excelente dos outros. Criatividade, empatia, inteligência emocional, comunicação, inteligência social, escuta ativa… Todos temos várias soft skills afloradas, mas elas podem ser desenvolvidas com treino.

Treine a empatia quando estiver com bode de alguém no próximo jantar. O que aconteceu para essa pessoa ser assim? No lugar dela, será que eu não agiria igual?

Treine escuta ativa, a capacidade de ouvir sem adivinhar nem interromper, com aquela tia que fala devagar demais ou conta muitas histórias.

Treine as inteligências emocional e social com aqueles parentes que vierem falar de política de uma maneira que te faz querer brigar. Por que não treinar a comunicação, de preferência a não violenta, nessa hora também?

Eu sei, eu sei. É um baita desafio.

Mas as soft skills não são importantes só para o mercado de trabalho, mas para a vida. Aproveite seu Natal com as soft skills que conseguir desenvolver. Observe mais, tenha paciência, aproveite todas as chances de se tornar uma pessoa melhor.

Um pouco de espírito natalino nunca prejudicou carreira nenhuma 😉

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