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Covid-19: sabe como higienizar anéis, pulseiras e relógios?

Covid-19: sabe como higienizar anéis, pulseiras e relógios?

Os anéis, pulseiras e relógios devem ser retirados quando se lava as mãos e desinfetados depois e a lixivia deve ser diluída sempre em água fria para não perder capacidade de eliminar o vírus que provoca a doença Covid-19.

Num manual com medidas gerais de prevenção e controlo do novo coronavírus divulgado esta quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) diz que a lixivia ser diluída em água fria, uma vez que a água quente lhe retira eficácia e facilita que passe da sua forma líquida a gasosa, promovendo a libertação de gases tóxicos.

Sobre os acessórios de uso pessoal, como anéis, pulseiras, relógios e outros objetos, diz que devem ser removidos antes da lavagem das mãos e que deverão também ser higienizados após a sua utilização.

Dentro de casa, a DGS diz que as superfícies devem ser lavadas primeiro com detergentes domésticos e só depois deve ser aplicada lixívia, deixando atuar 10 minutos, e que o uso de lixivia não é estritamente necessário se não houver pessoas infetadas na habitação.

Se houver pessoas infetadas em casa, a lixivia deve ser diluída na proporção de quatro colheres de sopa par cada litro de água.

A autoridade nacional de saúde aconselha também a limpar e descontaminar as zonas de contacto frequente em casa, como por exemplo maçanetas das portas, corrimões, interruptores de luz, comandos ou teclados e recorda que a limpeza deve ser feita sempre no sentido de cima para baixo e das áreas mais limpas para as mais sujas.

As áreas de confeção de alimentos e instalações sanitárias também devem ser desinfetadas com maior regularidade.

Para a roupa, a DGS recorda que só é estritamente necessário descontaminar (através da temperatura ou do uso de lixívia) nos casos de doentes com Covid-19, cuidadores de doentes, profissionais de saúde ou pessoas que tenham estado em contacto com superfícies contaminadas.

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Nestes casos, deve-se evitar sacudir a roupa, lavar preferencialmente na máquina, com a maior temperatura possível, pelo menos a 60 ºC durante 30 minutos ou entre 80º e 90 ºC durante 10 minutos, para descontaminar através da temperatura.

Se a pessoa usar lavandarias públicas deve organizar as roupas antes de ir à loja de forma a só precisar de colocar as peças de roupa na máquina quando estiver no local e dobrar as roupas limpas em casa para reduzir o tempo de permanência e as superfícies em que toca.

Quanto aos espaços fechados a DGS diz que se deve sempre abrir portas ou janelas para manter o ambiente limpo, seco e bem ventilado e, se for necessário usar um sistema de ventilação de ar forçado, usar sempre na função de renovação com ar exterior, evitando a recirculação do ar.

É recomendado que desligue a função de desumidificação, do sistema de ventilação e ar condicionado”, diz ainda a DGS, que aconselha a reforçar a desinfeção do reservatório de água condensada e da água de arrefecimento das turbinas do ventilador.

Quanto aos resíduos, em caso de pessoa suspeita ou infetada com Covid-19, deve ser usado sempre um caixote do lixo com tampa, de preferência com pedal, ter um saco sempre no caixote e nunca o encher acima dos dois terços da capacidade. Os resíduos nunca devem ser calcados para sair o ar.

A DGS aconselha ainda a fechar bem o saco de plástico com dois nós bem apertados e, preferencialmente, com um atilho ou adesivo, colocando o primeiro saco dentro de um outro, igualmente bem fechado. Estes resíduos nunca devem ser colocados no Ecoponto.

Sobre a utilização de máscaras, agora obrigatória em transportes públicos e espaços públicos fechados como supermercados, a DGS insiste que a máscara permite que o utilizador proteja as pessoas que o rodeiam e o ambiente, mas a sua utilização “só é efetiva se for combinada com outras medidas de prevenção, como a lavagem de mãos, a etiqueta respiratória e o distanciamento físico”.

Por si só, a máscara não garante proteção, podendo fazer esquecer as outras medidas de prevenção. Por exemplo, se a máscara não estiver bem colocada, pode ter a tendência para tocar mais vezes na cara”, lembra.

A DGS diz também que quem usa máscara deve prendê-la à cabeça sem cruzar os elásticos e não a deve retirar para falar, tossir ou espirrar, usando-a, no máximo, por quatro horas.

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Neste manual, a autoridade de saúde lembra que o levantamento das restrições de circulação das pessoas aumenta ainda mais a responsabilidade individual e coletiva.

Recorda que o vírus SARS CoV 2 circula na comunidade e que “esta nova fase exige de cada cidadão um rigor acrescido no cumprimento das medidas preventivas e de Saúde Pública”.

Este documento pretende apresentar as medidas gerais a adotar por todos e é completado por vários volumes com medidas específicas a adotar em diferentes contextos, “com base nos princípios de evidência e conhecimento científico”, acrescenta.

Em Portugal, os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus foram confirmados no dia 2 de março e já morreram 1.184 pessoas num total de 28.319 contabilizadas como infetadas, de acordo com o relatório desta quinta-feira da Direção-Geral da Saúde.

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