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Como abrir as fábricas depois da pandemia de covid-19: as estratégias da China – Mundo

Como abrir as fábricas depois da pandemia de covid-19: as estratégias da China - Mundo

O levantamento das restrições de confinamento social tem sido um dos maiores desafios que se coloca aos governos de todo o mundo na pandemia de covid-19. Quando permitir que as pessoas saiam de casa? Como agir com as escolas? Que setores económicos abrir primeiro? Na China, a abertura das fábricas era uma das principais governamentais – e a vida dos trabalhadores é muito diferente do que se vivia antes do novo coronavírus confinar mais de metade da população mundial. E as próprias empresas mudaram muito.

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A maioria das fábricas labora a 80% da sua capacidade, havendo algumas que arriscaram colocar quase a totalidade dos trabalhadores em ação. Grande parte das medidas passa pelo aumento das questões de higiene, de distanciamento social e da realização de tantos testes quanto possível para garantir que fazem rapidamente a triagem de casos infetados. Algumas fábricas também fazem radiografias ao tórax para ajudar a perceber se um empregado está infetado com o novo coronavírus.

A organização dentro das fábricas depende do setor em que trabalham. Se no caso dos automóveis, os empregados estão mais espalhados por norma, noutros negócios tal não acontece. Por isso, foram criadas cercas para demarcar os espaços que os trabalhadores podem usar. Segundo uma fonte de uma fábrica chinesa revelou ao The Economist, as peças manuseadas pelos empregados são desinfetadas regularmente ao logo do processo de montagem. Numa fábrica em Guangdong, as mudanças na disposição dos empregados foram visíveis. Deixaram de estar dispostos em U e foram espalhados pela fábrica: a segurança em troca de mais velocidade na execução das tarefas.

Contrariando as políticas de não armazenar stocks, segundo a mesma fonte, muitas fábricas começaram a armazenar materiais e peças consideras vitais para não serem apanhadas desprevenidas e terem que parar a sua produção – ou por rutura de produtos ou por avarias mecânicas.

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A adaptação das tecnologias já existentes foi outra das “armas” da economia chinesa. Muitas das fábricas já têm meios para controlar entradas e saídas. Agora, esses procedimentos também medem as temperaturas dos trabalhadores. As fábricas têm à sua disposição várias aplicações relacionadas com saúde desenvolvidas pelos governos regionais chineses e que permitem rastrear o estado de saúde, mas também os percursos feitos pelos empregados. Foram técnicas desenvolvidas nos surtos de SARS e H1N1, em 2003 e 2009, explica o The Economist. “Em muitos aspetos, os novos protocolos são apenas uma adição suplementar” ao que já era feito, explicou à mesma fonte Willy Shi da Harvard Business School, recordando que os trabalhadores chineses já estão habituados a fazer verificações de segurança depois de se fardarem.

Outra das medidas colocadas em prática passou pela aposta em automação ou operações remotas que estavam longe de ser esperadas. “Nos próximos 18 meses vamos evoluir ao nível da inovação o equivalente a cinco anos”, assumiu Anna Shedletsky, CEO da Instrumental, empresa que usa a aprendizagem automática para ajudar as fábricas a melhorarem as suas capacidades.

A introdução de novos produtos no mercado, que coloca os engenheiros de outros países constantemente a caminho da China, originou novas oportunidades, aguçadas pelas dificuldades e as fronteiras fechadas. A empresa liderada por Shedletsky tem um sistema de aprendizagem automática que permite analisar imagens de todos os itens existentes numa fábrica durante todas as fases de montagem de um produtor. Assim, é possível perceber com mais rapidez as causas de falhas, aumentando o rendimento de diminuindo o tempo necessário para as tarefas, o custo envolvido na produção das mesmas e os materiais desperdiçados. Agora, é uma ferramenta que permite às empresas inspecionarem os produtos do outro lado do mundo.

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Portugal é um dos países que começa a pensar na estratégia a adotar para levantar as restrições provocadas pela covid-19. Esta quarta-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propôs, esta quinta-feira, a terceira fase do estado de emergência em Portugal, por novo período de 15 de quinze dias, até 2 de maio, mas com uma alteração evidente em relação aos momentos anteriores. Desta vez, o Chefe de Estado propõe que sejam repostos alguns direitos laborais e “a possibilidade de futura reactivação gradual, faseada, alternada e diferenciada de serviços, empresas e estabelecimentos”.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 137 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (30.985) e mais casos de infeção confirmados (639 mil). Em Portugal, já morreram 629 pessoas, havendo ainda 18.841 infetados.

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